- Por que escolher o tipo de delivery antes de abrir?
- 9 tipos de delivery em alta para você considerar
- Qual tipo de delivery dá mais retorno?
- 10+ dicas para você lucrar com delivery sem depender da sorte
- “E como economizar nas taxas? O que substitui o iFood?”
- Além da taxa zero, outras vantagens do Cardápio Digital para Delivery
Você não está errado se decidiu explorar os principais tipos de delivery existentes no Brasil antes de mergulhar de vez nesse oceano, pelo contrário! Começar escolhendo o modelo certo, que combina com sua cozinha, suas expectativas e a demanda local, por exemplo, é muito importante.
Outra coisa que é importante você saber: agora, o consumidor compra por hábito e compara as marcas muito mais do que fazia alguns anos atrás, trocando algo que não é tão bom por algo melhor com uma facilidade muito maior.
Além disso, quem pede delivery está menos tolerante a erros, então, todo cuidado é pouco!
Navegue pelas principais alternativas no decorrer da leitura deste artigo, absorva dicas práticas e entenda, inclusive, o que dá pra fazer se a ideia for fugir das taxas de marketplaces – agora ou no futuro.
Por que escolher o tipo de delivery antes de abrir?
Simples! Por que sem essa decisão, qualquer estratégia fica vaga, e todo o planejamento de negócios não tem base suficiente para ser transformado em realidade com segurança.
- O delivery está cada dia mais relevante: faturamento e crescimento fazem parte das palavras-chave desse “pedação” do foodservice brasileiro, mas só celebra essas conquistas quem age com embasamento
- Categorias fortes concentram as preferências do consumidor: isso significa que surfar na demanda pode ser boa ideia, porém, de nada adianta querer entrar na onda se o seu modelo não for capaz de sustentar a proposta
- Aumenta a pressão por eficiência e qualidade: ou seja, um gestor precisa saber exatamente o que está vendendo e aonde quer chegar com as vendas para encaixar sua operação e seus produtos no novo comportamento de consumo dos brasileiros
A regra agora é combinar proposta, operação, logística organizada e canais de vendas, agindo de acordo com o modelo escolhido não só no âmbito culinário.
Vamos a algumas alternativas!
9 tipos de delivery em alta para você considerar
Pondere as opções adiante, informando-se sobre produtos, estrutura, cardápio, produção, embalagem e entregas e, principalmente, estudando quando faz sentido investir em cada uma.
1. Produção em dark kitchen clássica (única marca)
Esse modelo não necessariamente se ampara num cardápio específico, mas num menu enxuto e com alta repetição de insumos e saídas, podendo valer para diferentes categorias de produto, desde que compartilhem insumos e processos.
Operação: cozinha pensada para fluxo de produção – embalagem – expedição, com espaço para mise en place e linha de montagem e sem nenhum outro tipo de atendimento que não seja o delivery.
Vantagem/Quando faz sentido: redução de custo com aluguel de ponto e produção focada em alto volume, ideal para quando a ideia é garantir total eficiência, padronizar vendas e/ou testar um determinado raio de entregas.
2. Produção em dark kitchen compartilhada com outras marcas
São várias operações abrigadas sob o mesmo teto, então, vários deliveries diferentes (ou não!), produzindo e comercializando seus produtos usando a mesma infraestrutura e, às vezes, até compartilhando insumos e equipes.
Operação: ganha tração com cardápios complementares e produção modular.
Quando faz sentido: quando uma cozinha já existente é usada para algum delivery, por exemplo, tem capacidade ociosa, e seu gestor quer aumentar o faturamento por hora sem abrir nova loja, ou quando alguém quer começar um delivery do zero, aprendendo com os outros e dividindo gastos.
3. Delivery multimarcas sob o mesmo CNPJ
Não é o mesmo que delivery em dark kitchen compartilhada, pois, nesse modelo, uma única empresa opera múltiplas marcas digitais com posicionamentos distintos, mas usando a mesma estrutura física.
→ Funciona especialmente quando o gestor deseja testar novos conceitos, atingir públicos diferentes ou explorar faixas de preço variadas sem abrir uma nova operação formal!
Operação: compartilhamento total de espaço, estoque e equipe, com diferenciação concentrada em branding, proposta de valor e comunicação. A produção é modular e estratégica, aproveitando insumos e processos comuns entre as marcas.
Quando faz sentido: quando há capacidade ociosa, mas também quando a meta é ampliar público, ocupar horários mortos, testar novos posicionamentos com risco reduzido ou aumentar faturamento por hora utilizando a mesma infraestrutura. Exige controle rigoroso para evitar complexidade excessiva e perda de padronização.
4. Delivery hiperespecializado
Com ou sem salão “à parte”, é aquele tipo de delivery que vende apenas um produto; um herói do público-alvo – smash burguer, coxinha, empanada, cookie etc.
Está entre um dos modelos que melhor se encaixa ao que o cliente espera hoje em dia: decidir rápido e repetir com tranquilidade.
Operação: tem um cardápio pequeno, uma gestão inteligente de compras e precisa garantir qualidade consistente e velocidade na produção e entrega.
Quando faz sentido: quando você precisa de previsibilidade, baixa complexidade e boa margem por padronização.
5. Delivery hiperlocal (raio de entrega “ultra curto”)
Esse modelo não está baseado no tipo de comida, mas na estratégia territorial. O foco é atender um raio reduzido com excelência, podendo inclusive trabalhar com ticket médio mais alto sustentado por conveniência e rapidez.
Operação: estrutura pensada para entregas extremamente rápidas, com controle rígido de tempo, embalagem eficiente e logística otimizada para poucos quilômetros.
Quando faz sentido: regiões densas, bairros com alta concentração de público-alvo e operações que priorizam avaliação máxima, recompra e previsibilidade de entrega.
6. Restaurante físico com delivery acoplado
Bastante comum no Brasil, é aquele modelo em que o restaurante nasce (ou já existe) com salão e passa a operar também no delivery como canal complementar de faturamento.
Operação: exige organização clara de expedição separada do salão. Quando não há divisão de fluxo, o delivery passa a competir com a experiência presencial.
Quando faz sentido: quando o ponto físico já está consolidado, existe clientela local e a meta é aumentar o faturamento diluindo o custo fixo. É estratégico para quem quer crescer sem mudar totalmente a estrutura, mas exige controle operacional redobrado.
7. Delivery em casa
É um modelo operado a partir da residência do empreendedor, geralmente com estrutura enxuta e custos fixos reduzidos.
Operação: a cozinha precisa ser adaptada às normas sanitárias locais, e recomenda-se um cardápio extremamente enxuto, uma produção sob demanda e o foco total em canais digitais para divulgação.
E mais! Normalmente, no “home-based”, dá para trabalhar com entrega sob demanda ou retirada também!
Quando faz sentido: fase inicial de teste de mercado, validação de produto ou operação com capital limitado. Exige atenção redobrada às exigências legais e sanitárias do município.
8. Delivery por assinatura / recorrência
Esse modelo muda a lógica de receita: em vez de depender exclusivamente de pedidos avulsos, trabalha com planos semanais ou mensais.
Operação: produção em lote, previsão de demanda antecipada, logística programada e controle rigoroso de estoque. A previsibilidade é o maior ativo.
Quando faz sentido: especialmente eficiente para marmitex tradicionais ou funcionais, por exemplo, ou para a venda de outros produtos com foco em geração recorrente de receita e estabilidade de caixa. Ideal para operações que conseguem padronizar oferta semanal ou mensal.
9. Delivery com menu de QSR
Esse modelo não anula os outros catalogados anteriormente, mas pode complementá-los ou servir como inspiração para você combinar estratégias
Inspirado na lógica de Quick Service Restaurant (QSR) – cardápio enxuto, montagem rápida, alto giro e foco em volume – ele pode funcionar tanto para a venda de diversos produtos com um mesmo ingrediente-base, como frango, quanto para operações com múltiplos itens de montagem ágil que compartilham processos e insumos.
→ O ponto central não é o produto em si, mas a lógica de produção repetível, escalável e altamente padronizada!
Operação: linha de produção organizada por estação, tempo de preparo reduzido, engenharia estratégica de combos e forte estímulo a cross-sell e upsell.
Quando faz sentido: quando o objetivo é escala, alto volume de pedidos e domínio absoluto do tempo de preparo, os processos são claros, a equipe é bem treinada, e combos e complementos são pensados para aumentar o ticket médio.
Agora, você pode estar se perguntando...
Qual tipo de delivery dá mais retorno?
O maior retorno não necessariamente existe porque você escolheu o delivery que está mais na moda. Na verdade, costuma vir de alguns fatores combinados
- Atendimento da demanda da região
- Capacidade produtiva
- Produtos que viajam bem
- Operação padronizada
- Canal de vendas que não compromete margem de lucro
- Controle adequado de CMV
- Eficiência e organização nas entregas
- Atendimento do famoso “expectativa vs. realidade”, sabe?
É a partir de uma análise de horário de endereço, público-alvo, horários mais fortes, engenharia de cardápio, operação e vendas que você decide qual modelo escolher!
A maioria dos deliveries já começam errado porque seu gestor acaba selecionando como trabalhar pelo gosto pessoal ou pela tendência do momento, não pelo encaixe operacional. Evite isso!
Decisão tomada?
10+ dicas para você lucrar com delivery sem depender da sorte
Anote ou salve para não esquecer!
- Escolha um produto que vai se destacar e puxar a maioria dos pedidos
- Comece com um cardápio reduzido, mesmo que você queira expandir depois
- Analise relatórios de vendas e não hesite em cortar itens que geram desperdício
- Tenha opções sazonais, mas só se elas não forem complicar a operação
- Padronize 2-4 combos campeões em vez de inventar dezenas
- Somente crie adicionais que não travem a cozinha e a expedição
- Prefira um raio de entrega menor se for para servir bem
- Considere embalagem como parte do produto e definitiva para a experiência
- Não economize em embalagem se isso derrubar recompra
- Pesquise antes de escolher entre entrega própria ou sob demanda e escolha considerando região e horários
Por último, mas não menos importante, invista em tecnologias próprias para delivery, pois elas reduzem erros, atrasos e atritos.
“E como economizar nas taxas? O que substitui o iFood?”
Marketplaces, como o iFood, muitas vezes são insubstituíveis para quem quer estar na vitrine e ter mais facilidade na gestão de logística e pagamentos, porém, suas altas taxas pagas por cada pedido enviado podem deixar as contas do restaurante no vermelho.
A melhor forma de economizar é adotando um Cardápio Digital para Delivery, mesmo que, no início, você decida manter os dois canais funcionando.
- Marketplace – aquisição (descoberta) + volume em horários de pico
- Canal próprio – recorrência + margem + relacionamento
Essa estratégia híbrida vai reduzindo sua dependência do primeiro canal até que você não precise mais dele, e passe a usar somente o menu inteligente com link próprio. Que tal?
Sem pagar taxa nenhuma por pedido!
Além da taxa zero, outras vantagens do Cardápio Digital para Delivery
Economizar nas taxas por pedido costuma ser o primeiro gatilho para um dono de delivery montar um canal próprio de vendas – e tá tudo bem!
Mas olha outros ganhos operacionais e em reputação e vendas:
- Link próprio do cardápio para divulgar onde você quiser
- Atendimento com chatbot no WhatsApp
- Centralização de todos os pedidos numa única ferramenta
- Relatórios e dashboards completos e fáceis de interpretar
- Várias opções de pagamento online
- Opção de integração com o Entrega Sob Demanda do iFood
- Integração com mais de 80 PDVs e automação completa no lançamento de pedidos
- Cupons de desconto e programa de fidelidade exclusivos
- Uso grátis!
“Grátis? Como assim?”. Ué, assim! Basta você criar um cadastro, estruturar seu Cardápio Digital para Delivery e começar a usar de graça, testando a ferramenta antes de escalar.
O caminho está indicado, agora, bora trilhar sua trajetória de sucesso?
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