Como montar restaurante delivery do zero? Passos certos

Aprenda como montar restaurante delivery do zero, com investimento, lucro, exigências legais e estratégias para crescer com mais margem.

Por Redação Goomer 13 de Fevereiro de 2026 - Atualizado em 13 de Fevereiro de 2026 9 min. de leitura
Como montar restaurante delivery: preparo de pedidos e embalagens para entrega.

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Mesmo que você ainda não tenha um CNPJ ou esteja só validando uma ideia, já fique sabendo: para montar um restaurante de delivery será essencial seguir etapas claras como pesquisa de mercado, definição de modelo, estruturação da cozinha, formalização, planejamento de cardápio, organização operacional e escolha estratégica dos canais de venda.

Aprenda, no decorrer da leitura deste artigo, tudo o que um dono de delivery precisa saber para estruturar seu negócio corretamente antes mesmo de começar a investir e comece (do zero, se for o caso) fazendo certo desde o primeiro dia.

Este é o seu passo a passo completo para dar o start numa nova fase da vida, com dicas e respostas para dúvidas frequentes mais no final!

1. Antes de tudo, faça uma pesquisa de mercado

Estude outros deliveries e até restaurantes que operam em formatos tradicionais na sua região. Descubra:

  • O que mais vende no pedaço
  • Quanto os estabelecimentos cobram em média
  • Qual o público predominante
  • Quem é concorrentes direto
  • O que dizem as avaliações negativas mais comuns

A pesquisa de mercado evita que você invista dinheiro em um cardápio sem demanda, precifique errado, escolha um ponto comercial inviável ou entre em uma guerra de preços sem margem.

Ah! Provavelmente, durante a sua pesquisa, você vai descobrir que despontam, entre as comidas mais vendidas, pizzas, hambúrgueres, marmitas, açaí e culinária japonesa, mas não pense em copiar ou desistir da sua ideia só porque ela parece com outras: entenda a sua demanda para reduzir seus riscos.

2. Defina o modelo do seu delivery

Se você já opera em salão ou balcão, pode passar a ter um restaurante híbrido, ou pode montar a sua operação dentro de outro negócio ou optar por instalar seu delivery numa dark kitchen.

Tem também quem comece em casa, mesmo, adequando todo o ambiente às exigências da Vigilância Sanitária que estão catalogadas mais à frente.

É importante definir o modelo do negócio para, só então, passar ao próximo passo, pois isso impacta custos fixos, equipe e estrutura.

“Então, eu posso abrir delivery em casa?”

Sim, se o zoneamento da cidade ou do bairro permitir atividade comercial no endereço, a cozinha atender o que pede a Anvisa, o condomínio autorizar e houver separação mínima entre área doméstica e área comercial.

Cada município tem regras próprias. Consultar a prefeitura e a vigilância local é essencial antes de investir.

3. Estruture a cozinha do seu negócio

A cozinha de um delivery, independentemente do tamanho que ela vai ter, precisa seguir padrões mínimos, como:

  • Separação de alimentos crus e prontos
  • Área organizada para preparo e montagem
  • Armazenamento adequado (refrigeração e estoque seco)
  • Controle de temperatura

A higienização do ambiente deve ser feita conforme as exigências da Vigilância Sanitária e devidamente documentada.

Além disso, a mesma Vigilância pode exigir que você providencie um Manual de Boas Práticas, a Padronização de Procedimentos Operacionais e um controle rígido de prazos de validade, por exemplo.

E exigências legais não são “frescura”, viu?

Na verdade, elas preservam a reputação do seu estabelecimento, a saúde tanto dos funcionários quanto dos consumidores e até o seu caixa, reduzindo erros e desperdícios.

4. Formalize o negócio e a operação

Ao contrário do que muita gente pensa, deliveries precisam de alvará e de licença da Anvisa para funcionar, inclusive se instalados em casa.

Da mesma maneira, para vender por aplicativos ou até se cadastrar em soluções digitais, você vai precisar providenciar um CNPJ e conseguir emitir Notas Fiscais.

5. Planeje o cardápio pensando em logística

Quando chegar a hora de criar o cardápio do seu delivery, não considere só as especialidades da casa, as receitas que você herdou de família ou o que você estudou na faculdade de gastronomia.

Considere:

  • Tempo de preparo
  • Transporte
  • Padronização
  • Margem
  • Custo de embalagem

Lembrando-se de que, se o prato não aguenta transporte, demora demais para sair ou se exige muitos insumos diferentes, sua margem diminui e sua operação trava.

E saiba: um cardápio enxuto tende a ser mais lucrativo no início, pois simplifica compras, reduz desperdício, facilita o treinamento da equipe e aumenta a previsibilidade financeira.

6. Organize a operação antes de vender

Conhecendo seu cardápio, organize-se para não ter prejuízos invisíveis.

Estruture

Garanta

Controle de estoque, planejamento de compras, seleção de fornecedores, padronização de receitas, elaboração de fichas técnicas, etapas da operação Fluxo claro de pedidos e atendimento, controle dos preparos e envios por status, conferência de tudo antes do envio e histórico organizado de informações

Organização impacta diretamente no lucro, na reputação e na capacidade de escalar, ou seja, é a base do delivery (e essa base precisa estar sólida).

7. Escolha entre vender em marketplace ou ter canal próprio

Finalmente, decida como os pedidos chegarão até você – e, depois, aos clientes!

Escolha entre cadastrar sua loja num marketplace, como o iFood, ou criar um canal de vendas próprio, como um Cardápio Digital para Delivery que tenha automação de atendimento e pagamentos.

*Outro artigo aqui do blog vai lhe ajudar nessa decisão!*

Marketplaces geram tráfego, mas cobram comissão. Cardápios digitais permitem que o cliente faça o pedido diretamente com você, com pagamento online, confirmação automática e organização do fluxo sem intermediação de terceiros.

As taxas do iFood podem ultrapassar 25% do valor de cada pedido, portanto, quanto maior a sua dependência exclusiva do marketplace, menor tende a ser sua margem líquida, enquanto boas soluções de autoatendimento têm um custo fixo baixo todo mês ou podem até sair de graça!

Que tal combinar os dois no início?

Ao fazer isso, você aproveita o tráfego do marketplace para ganhar visibilidade e, ao mesmo tempo, direciona clientes recorrentes para o seu canal próprio, aumentando margem e construindo base própria.

8. Comece a vender, pensando em crescimento e fidelização desde o início

Coloque a mão na massa já considerando um planejamento a curto, médio e longo prazo que inclua estratégias de fidelização, garantia de uma base de dados própria, uma boa comunicação no pós-vendas e controles assertivos de indicadores, como ticket médio, taxa de recompra, tempo médio dos preparos etc.

  • Cadastre clientes (com consentimento)
  • Trabalhe comunicação via WhatsApp ou e-mail
  • Personalize cupons de desconto
  • Monitore métricas semanalmente
  • Ajuste o cardápio conforme o desempenho

Fique de olho na hora de reduzir a dependência do marketplace! Se seu volume de pedidos já é previsível, sua marca já é conhecida na região, o pagamento das taxas começa a comprometer o caixa e você quer trabalhar fidelização, migre para o Cardápio Digital.

9. Divulgue seu restaurante

Tá na ativa? Agora, anota aí: divulgação não é só postar foto bonita de comida!

Comece a trabalhar com um Instagram otimizado, uma atualização legal do perfil da empresa no Google, parcerias com influenciadores (se fizer sentido para o momento e o orçamento) e campanhas de marketing tradicionais ou até e-mails.

Ainda, não deixe de usar seu canal de vendas próprio como uma ferramenta, aproveitando o link personalizado para compartilhar no WhatsApp e nas redes sociais, armazenando dados dos clientes, organizando combos promocionais e ofertas sazonais e oferecendo aquele descontão no pedido direto.

Atraia novos clientes, mas garanta a permanência dos antigos, incentive a recompra e vá fortalecendo o nome do seu negócio. Daqui pra frente, aproveite o sucesso sem colocar as atualizações e o cuidado com a experiência em segundo plano!

Dúvida! Quanto custa montar um restaurante delivery?

Quem monta um delivery pequeno gasta entre R$ 15 mil e R$ 40 mil, enquanto quem qer um negócio mais robusto pode gastar até mais de R$ 300 mil. Os valores variam conforme cidade e modelo de negócio e incluem equipamentos, estrutura, licenças, embalagens, marketing inicial e tecnologias.

Use o quadro adiante como uma referência:

Investimento inicial
Restaurante delivery

Estrutura

Custo aproximado

Características

Enxuto R$ 15 mil a R$ 40 mil Cardápio reduzido, equipe mínima, espaço simples
Intermediário R$ 40 mil a R$ 120 mil Equipamentos melhores, 2 ou mais funcionários
Avançado R$ 120 mil a + R$ 300 mil Estrutura completa, marca própria forte e equipe grande

Leve em consideração que o lucro líquido médio de um delivery bem estruturado costuma variar entre 10% e 20% do faturamento, e que a margem de lucro depende do custo dos insumos, das taxas pagas aos marketplaces, de desperdícios e do cuidado com o controle da operação.

“Algum delivery dá mais lucro?”

Modelos com alta padronização, baixo desperdício, produção simples e ticket médio consistente costumam representar maior lucratividade, independentemente de serem franquias ou não.

Mas não existe um melhor nicho universal, e o melhor que você faz para decidir o que vender é considerar uma combinação de demanda local e controle de custos :)

Margem bem calculada + operação organizada + tecnologia integrada = previsibilidade sem dependência de marketplaces

“E o que quer dizer tecnologia integrada para delivery?”

Uma tecnologia integrada é aquela capaz de conectar o menu ao recebimento de pedidos, o cliente ao restaurante sem intermediários, os pagamentos à baixa das encomendas e à contabilidade, o controle de produção ao de estoque, o histórico de clientes às campanhas de marketing e assim por diante.

Como faz o Cardápio Digital para Delivery!

Você pode começar usando-o gratuitamente e experimentando sua aplicação e suas funcionalidades para, com o passar do tempo, evoluir em termos de automação e integração, inclusive conectando essa tecnologia ao seu PDV.

Seus ganhos ficam evidentes: zero taxas, menos erros manuais e menos retrabalhos, mais organização e mais dinheiro em caixa – e no bolso! Experimente.

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