Crescimento do delivery no Brasil: o que está acontecendo?

Em que “pé” está o crescimento do delivery no Brasil, quais as perspectivas para este e os próximos anos e o que move o setor? Descubra aqui!

Por Redação Goomer 19 de Fevereiro de 2026 - Atualizado em 24 de Fevereiro de 2026 7 min. de leitura
Entregador em moto com baú azul circulando por rua da cidade.

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Já faz tempo que o delivery no Brasil deixou de ser uma alternativa emergencial e passou a ocupar uma posição estrutural no consumo fora do lar, e a prova disso é o crescimento no número de pedidos ao redor de todo o país.

Em 2024 e 2025, o setor registrou recordes históricos, expansão geográfica, aumento de faturamento e consolidação tecnológica

Hoje, então, dá pra dizer que este mercado está maduro, consolidado e em fase de crescimento estrutural, ou seja, de um crescimento menos movido por necessidade e mais sustentado por hábito, digitalização e eficiência operacional.

O artigo adiante traz mais detalhes, explica se ainda há espaço para crescimento e te conta o que mais vende e o que esperar do Brasil em 2026: confira!

Como está o mercado de delivery no Brasil atualmente?

O mercado de delivery no Brasil segue em crescimento consolidado e estrutural.

Nos últimos dois anos, tanto em marketplaces quanto em outras plataformas específicas para restaurantes, foram registrados milhões de encomendas mensais. Isso significa que os brasileiros fizeram pelo menos 1 bilhão de pedidos anualmente, senão mais.

Hoje em dia, são milhares de estabelecimentos operando via plataformas e diferentes serviços de entregas presentes em mais de 1.500 cidades do território nacional.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até 2024 cerca de 1,7 milhão de pessoas trabalhavam por meio de plataformas digitais no Brasil.

O número considerava transporte, entregas e outros serviços.

Dentro desse total, aproximadamente 485 mil cidadãos estavam ligados a aplicativos de entrega de comida e produtos, incluindo cerca de 274 mil entregadores.

Fique sabendo! O crescimento brasileiro não acontece isoladamente

Segundo projeções da Statista, o mercado global de delivery tem expectativa de ultrapassar uma movimentação de US$ 1,89 trilhão até 2029, mantendo crescimento anual médio próximo de 8%.

Dentro desse cenário, o Brasil pode superar os US$ 27 bilhões até 2029, com crescimento médio anual estimado em torno de 7%, posicionando-se como protagonista na América Latina e no mundo.

O Brasil é um dos maiores mercados de delivery do mundo?

Sim. O volume de pedidos mensais, a capilaridade geográfica e o impacto econômico posicionam o Brasil entre os mercados mais relevantes globalmente em food delivery.

Impulsionam o setor em todo o país:

  • Alta penetração de smartphones
  • Digitalização do consumo
  • Forte cultura de consumo fora do lar
  • Pagamento instantâneo amplamente adotado
  • Grande número de estabelecimentos independentes
  • Logística cada vez mais eficiente
  • Promoções segmentadas, cupons de desconto e programas de fidelidade
  • Personalização do atendimento e das opções de alimentos e bebidas

Portanto, nítidamente, o delivery ainda cresce no Brasil – e isso pode ser facilmente justificado.

É verdade que o delivery ainda cresce no Brasil?

Sim! Como um serviço permanente e não como alternativa emergencial, o delivery brasileiro continua crescendo, e o que muda é o ritmo de crescimento, agora em um ritmo mais estrutural do que emergencial.

Se, entre 2020 e 2022, o crescimento do setor foi impulsionado por necessidade, a partir de 2023, ele passou a ser sustentado por hábito, conveniência e digitalização, deixando de viver aquele “boom” ligado ao momento e passando para uma expansão consistente.

Analisando dados e até o comportamento dos consumidores, é possível notar:

  • Ampliação de usuários ativos
  • Maior frequência de compra
  • Ticket médio ainda mais elevado
  • Expansão para cidades médias e pequenas

E zero sinal de retração ou saturação, fique tranquilo!

O faturamento do foodservice brasileiro superou R$ 455 bilhões em 2024, segundo dados setoriais divulgados por entidades como a Abrasel. No período, o delivery representou aproximadamente 15% deste total

De 2025 em diante, aumenta a concorrência a profissionalização do setor e a exigência do consumidor; o crescimento depende menos de novidade e mais de eficiência operacional, diferenciação e garantia de boa experiência, mas nada disso tem a ver com retração ou saturação!

E, afinal, o que mais vende no delivery brasileiro hoje?

Os itens mais vendidos no delivery brasileiro estão ligados à conveniência e ao consumo imediato, por exemplo:

  • Aperitivos doces
  • Bebidas não alcoólicas durante a semana
  • Bebidas alcoólicas nos finais de semana
  • Lanches rápidos e refeições práticas

Segundo o relatório “Consumer Insights” da Kantar, feito no 1º semestre de 2024, durante a semana, mais de 70% das bebidas consumidas por brasileiros através de entregas não eram alcoólicas, enquanto, nos finais de semana, crescia significativamente o consumo de bebidas alcoólicas.

Aperitivos doces lideravam o crescimento de pedidos via delivery.

Além disso, crescia – e ainda cresce! – a demanda por alimentação saudável, opções premium, combos promocionais e produtos para consumo compartilhado.

O padrão está cada vez mais claro: quem compra, quer combinar praticidade + indulgência + conveniência

Só que, hoje, o delivery não substitui o consumo presencial, viu?

Delivery e consumo no local coexistem

Juntas, as duas frentes crescem de forma surpreendente, fazendo do “modelo híbrido” de consumo no foodservice uma nova realidade em todo o país.

Está provado um aumento da frequência dos brasileiros a bares, baladas e cafeterias, bem como a compra de salgados e pratos para consumo presencial nos estabelecimentos, mas, mesmo quem faz esse tipo de escolha, às vezes pede um delivery.

O consumidor alterna os “canais” conforme o contexto, o horário e a ocasião de consumo

O que esperar do delivery no Brasil para 2026?

O futuro do delivery no Brasil é sustentável, com o setor tendo transformado estruturalmente o consumo dos brasileiros e devendo continuar como um dos motores do crescimento do food no geral nos próximos anos.

Com digitalização consolidada, tecnologia cada vez mais integrada e hábitos já estabelecidos, espere:

  • Crescimento moderado e consistente (sem explosões repentinas, mas com expansão contínua)
  • Otimização logística avançada com roteirização inteligente, redução de tempo de entrega e melhoria constante da experiência do cliente
  • Operações mais enxutas em dark kitchens, voltadas exclusivamente para delivery e capazes de operar múltiplas marcas
  • Sustentabilidade como diferencial competitivo, apresentada via embalagens ecológicas, redução de desperdício e eficiência energética
  • Diversificação além do food tradicional com crescimento do delivery de farmácias, mercados e conveniência
  • Ainda maior expansão para cidades médias e pequenas, ampliando a base de consumidores
  • Uso cada vez maior de automações e inteligência artificial para análise de dados, personalização da experiência e para o atendimento
  • Consequente fortalecimento dos cardápios digitais como alternativa estratégica aos aplicativos tradicionais

À medida que o mercado amadurece, os gestores querem mais autonomia sobre as vendas

É aí que os cardápios digitais para delivery entram em cena, seja como canais complementares aos marketplaces ou como uma alternativa sem taxas a esses espaços maiores de exposição.

Restaurantes que já possuem base de clientes fidelizada e/ou cujos gestores desejam reduzir dependência de grandes plataformas ou investir em marketing próprio e relacionamento direto não só podem como devem experimentar a tecnologia.

Seu uso tende a crescer, principalmente, em pedidos recorrentes, em compras realizadas por clientes habituais e quando há uma combinação do consumo presencial e encomendas, beneficiando tanto os consumidores quanto o negócio.

Marketplace vs. Cardápio Digital: faz sentido trocar?

Grandes marketplaces, a exemplo do iFood, seguem com forte presença nacional, mas o amadurecimento do setor abre espaço para outras estratégias que permitem a integração completa da operação, o atendimento via WhatsApp e a economia financeira decorrente do não pagamento de taxas por pedidos, justamente como o Cardápio Digital para Delivery.

Em 2026, espere um ecossistema de vendas e entregas mais equilibrado, competitivo e profissional. E prepare-se para fazer parte dele!

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