Franquias de alimentação em 2026: o que os números dizem e o que esperar de 2027

Juros altos, falta de gente e um franqueado mais exigente mudaram a forma como as redes crescem. Veja os dados de 2026 e o cenário para 2027.

Por Redação Goomer 13 de Outubro de 2026 - Atualizado em 13 de Outubro de 2026 11 min. de leitura
Salão movimentado de franquias de alimentação, com clientes nas mesas e equipe entregando os pedidos

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O franchising brasileiro faturou R$ 76,3 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 9,3% sobre o mesmo período de 2025, segundo a Pesquisa de Desempenho do Franchising da Associação Brasileira de Franchising (ABF). O setor segue crescendo, mas em ritmo menor: um ano antes, a alta tinha sido de 14,2%.

As franquias de serviços de alimentação quase não sentiram essa desaceleração. Cresceram 13,7%, bem acima da média geral do franchising. Já a comercialização e distribuição de alimentos recuou 3,8% e foi o único segmento em queda.

Esse descompasso diz muito sobre o momento das redes. Com juros altos e crédito mais caro, o consumidor ficou mais seletivo e o investidor também. Mesmo assim, o foodservice continua entre os segmentos que mais crescem.

Quem decide a expansão de uma rede precisa entender o que está sustentando esse resultado e o que pode travá-lo nos próximos meses.

E se a sua rede está planejando novas unidades, outubro tem uma condição específica para isso: até 20/10, a Goomer oferece 70% de desconto na taxa de implementação para redes e franquias, em todas as soluções.

Neste artigo, reunimos os dados mais recentes da ABF e de outras pesquisas do setor para mostrar onde o mercado de franquias de alimentação está hoje, o que esperar de 2027 e o que pesa na expansão das redes.

Veja um resumo dos principais números:

  • O franchising faturou R$ 149 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 9,7%.
  • As franquias de serviços de alimentação faturaram R$ 12 bilhões no segundo trimestre de 2026 e cresceram 13,7%, acima da média do franchising.
  • A comercialização e distribuição de alimentos recuou 3,8% no mesmo período e foi o único segmento do franchising em queda.
  • 90% das redes de alimentação ouvidas pela ABF operam com delivery, que responde em média por 22,5% do faturamento.
  • Para os próximos anos, consultorias projetam crescimento de cerca de 7% ao ano para o foodservice brasileiro, com as redes crescendo 7,18% ao ano até 2031.

Como está o mercado de franquias de alimentação em 2026?

As franquias de serviços de alimentação seguem crescendo acima da média do franchising em 2026. O ponto de partida é um 2025 recorde: segundo a ABF, o franchising faturou R$ 301,7 bilhões, alta de 10,5%, e terminou o ano com 202.444 operações no país.

No foodservice, o faturamento chegou a R$ 51,8 bilhões em 2025, alta de 10,8%. A comercialização e distribuição de alimentos cresceu 12,9% no mesmo período.

Em 2026, o ritmo geral diminuiu. O primeiro semestre fechou com R$ 149 bilhões e alta de 9,7%. Olhando o segundo trimestre por segmento, a diferença dentro da própria alimentação fica clara:

Segmento Faturamento no 2º tri/2026 Variação
Franchising (total) R$ 76,3 bilhões +9,3%
Alimentação: serviços (foodservice) R$ 12 bilhões +13,7%
Alimentação: comercialização e distribuição R$ 7,5 bilhões −3,8%

Fonte: ABF, Pesquisa de Desempenho do Franchising do 2º trimestre de 2026

Ou seja: quem vende refeição pronta, consumida na loja ou entregue, está crescendo. Quem vende produto alimentício para levar para casa foi o único segmento do franchising a recuar no período.

Por que o foodservice cresce acima da média do franchising?

Ao comentar o resultado do trimestre, o presidente da ABF, Tom Moreira Leite, resumiu a lógica: “Em um contexto de maior racionalidade nos gastos, continuam crescendo os negócios ligados à conveniência, bem-estar e necessidades recorrentes”. Comer fora ou pedir comida entra nessa conta de necessidade recorrente.

Os subsegmentos que mais puxaram o resultado foram sorveterias e restaurantes de serviço rápido, segundo a ABF. São formatos de ticket mais baixo, decisão rápida e alta frequência, que tendem a resistir melhor quando o orçamento aperta.

Outro fator é que as redes de alimentação deixaram de depender só do salão. Na Pesquisa Anual Setorial de Food Service ABF 2025-2026, 90% das marcas ouvidas disseram operar com delivery, que já responde em média por 22,5% do faturamento.

O cardápio também está mudando com o consumidor. Na mesma pesquisa, 53% das redes contaram ter adaptado o cardápio por causa do uso crescente de medicamentos para emagrecimento, como os da classe GLP-1. Entre as respostas, 52% passaram a destacar opções mais saudáveis e 36% aumentaram a oferta de pratos ricos em proteína.

Para onde as redes de alimentação estão crescendo?

Além de crescer em faturamento, as redes de alimentação estão mudando onde e como abrem novas unidades.

Interior

O franchising já está presente em 3.828 municípios, o equivalente a 69% das cidades brasileiras, contra 61% em 2024, segundo a ABF. Para a presidente do Conselho da instituição, Cristina Franco, a interiorização “se consolida como estratégia estruturante para crescimento sustentável”.

Formatos menores

Quiosques, lojas compactas, dark kitchens e operações híbridas ganham espaço porque reduzem o investimento inicial e aceleram a abertura. É uma forma de manter a expansão quando o crédito está caro.

Multiunidade

Em vez de buscar só franqueados novos, muitas redes apostam em quem já opera bem uma loja para abrir a segunda e a terceira. Essa decisão também passa por como escolher o modelo de franquia que sustenta o crescimento da rede.

Consolidação

A ABF espera mais fusões e aquisições ainda em 2026, puxadas pela busca de escala e eficiência operacional. Juarez Leão, do Conselho da ABF, definiu 2026 como um “ano de seleção natural, consolidando modelos sólidos e expondo os frágeis”.

O que esperar das franquias de alimentação em 2027?

Para o foodservice como um todo, a Redirection International, consultoria especializada em fusões e aquisições, projeta um crescimento médio de 7% ao ano até 2028, acima da média histórica de cerca de 6% ao ano registrada entre 2014 e 2023.

Em relatório atualizado em julho de 2026, a Mordor Intelligence estima para o foodservice brasileiro um crescimento anual composto de 7,15% entre 2026 e 2031. No mesmo estudo, as redes de restaurantes aparecem crescendo 7,18% ao ano até 2031, enquanto os estabelecimentos independentes ainda concentravam 81,17% do mercado em 2025.

O estudo da Redirection também mostra quanto espaço as redes ainda têm para crescer. As dez maiores redes de restaurantes do país respondem por 10% a 12% do mercado, contra cerca de 30% nos Estados Unidos. “Por isso entendemos que há um grande espaço para consolidação do setor”, afirma Adam Patterson, economista e sócio da consultoria.

No cenário econômico, o Boletim Focus, do Banco Central, de 5 de outubro de 2026, projeta Selic de 13,5% ao ano no fim de 2026 e de 12% no fim de 2027, com crescimento de 1,40% do PIB em 2027.

O que esses números indicam para quem decide a expansão da rede?

O foodservice segue como um dos motores do franchising, mas o crescimento de 2026 é mais seletivo do que o de anos anteriores. A rede que expande bem neste cenário costuma ter três coisas em ordem:

  • um modelo de unidade que se paga rápido;
  • uma operação que não depende de contratar muita gente; e
  • indicadores que mostram ao franqueado, com números, por que vale abrir a próxima loja.

Cada um desses pontos esbarra em um dos obstáculos que o setor enfrenta hoje.

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O que pesa na expansão das redes de alimentação?

Crescer acima da média não significa crescer sem atrito. Três fatores aparecem com frequência nas análises do setor e na conversa com franqueadores.

Juros e crédito mais caros

A própria ABF atribui a desaceleração do franchising aos juros elevados, ao crédito restrito e ao endividamento das famílias. Para a rede, isso afeta os dois lados: o consumidor gasta com mais critério, e o candidato a franqueado tem mais dificuldade para financiar a abertura de uma unidade.

O investimento inicial, que inclui obra, equipamentos e implantação de tecnologia, passa a ser analisado com lupa.

Falta de mão de obra

Contratar continua sendo um problema sério no foodservice. Em reportagem da Mercado & Consumo, o CEO da Firehouse Subs, Iuri Miranda, citou uma média de 120% de turnover nas operações de varejo. Na pesquisa de tendências da Galunion com 416 marcas, 67% apontaram a escassez de mão de obra qualificada e a dificuldade de gestão de equipes entre os principais entraves do negócio.

Para o CEO da Goomer, Felipe Lo Sardo, o problema é antigo e não mudou. “Há 12 anos, a principal dor dos restaurantes era mão de obra. Hoje continua sendo exatamente a mesma”, afirmou em entrevista à Exame. Para uma rede, cada nova unidade multiplica esse desafio.

Um franqueado mais exigente

O investidor de 2026 quer ver retorno comprovado antes de assinar. Uma pesquisa inédita apresentada na ABF Franchising Expo 2026, com 15.486 franqueados de 345 marcas, mostrou que 85% estão satisfeitos com a própria rede e que o retorno financeiro é o fator que mais pesa nessa satisfação.

O mesmo estudo mostrou que a satisfação recua com os primeiros desafios operacionais e depois volta a subir. Por isso, a ABF recomenda acompanhar de perto os franqueados entre o segundo e o quinto ano de contrato, justamente a fase em que eles decidem se abrem ou não uma segunda loja.

Qual é o papel da tecnologia na expansão das franquias de alimentação?

Entre as tendências apontadas pela ABF em 2026, a eficiência operacional aparece ao lado da inteligência artificial e da omnicanalidade.

Na prática, para uma rede de alimentação, a tecnologia entra em três frentes:

Padrão em todas as lojas

Quando o cardápio, os preços e as sugestões de venda saem de um mesmo sistema, a franqueadora consegue garantir que o cliente encontre a mesma oferta em qualquer unidade, sem depender da memória de cada equipe.

Na Goomer, isso é feito pelo Painel Multilojas. Nele, a rede edita fotos, descrições e preços dos produtos em um só lugar e publica a alteração em tempo real para todas as unidades. O painel também permite programar promoções e combos por dia e horário, manter itens regionais só nas lojas que vendem esses produtos e replicar a configuração do cardápio quando uma nova unidade é aberta. O acesso é separado por loja, com perfis diferentes para a franqueadora, os gerentes e as equipes de cada unidade.

Menos dependência de equipe

“Tem restaurante que operava com dez garçons e hoje funciona com sete porque não encontra profissionais”, contou Felipe Lo Sardo na mesma entrevista à Exame.

Com pedidos feitos direto pelo cliente, no tablet da mesa ou no totem do balcão, a equipe de salão gasta menos tempo anotando e levando comanda e mais tempo atendendo. Em um mercado com falta de gente, isso pesa na conta de cada nova loja.

Dados comparáveis entre unidades

Uma rede que mede vendas, ticket médio e itens adicionais da mesma forma em todas as lojas consegue identificar o que funciona e replicar. Saber como acompanhar várias unidades de restaurante é uma questão estratégica.

Os resultados aparecem quando a tecnologia é tratada como parte do padrão da rede. Na Água Doce, que usa o tablet na mesa da Goomer há cinco anos, a equipe de salão ficou 40% mais enxuta nas unidades de Guarapuava (PR) e Botucatu (SP), e a loja de Tupã (SP) registrou alta de 20% nas vendas e queda de 3% no CMV.

Para quem ainda vai levar uma tecnologia nova para a rede, o caminho mais seguro costuma ser testar em uma loja antes de expandir, como explicamos no artigo sobre unidade-laboratório em franquias.

O presidente da ABF, Tom Moreira Leite, resumiu essa direção ao dizer que, em 2026, veremos “redes mais disciplinadas operacionalmente, com uso prático da tecnologia”. Para as franquias de alimentação, isso significa crescer olhando para a margem de cada loja, e não só para o número de lojas abertas.

Mês das Franquias: 70% de desconto na implementação da Goomer

Durante outubro, a Goomer tem uma condição exclusiva para redes e franquias: 70% de desconto na taxa de implementação de todas as soluções, incluindo tablet na mesa, totem de autoatendimento, cardápio digital em QR Code e delivery próprio.

A condição vale para contratos assinados até 20 de outubro de 2026. É uma boa janela para colocar em operação o piloto em uma unidade, medir os resultados e só depois levar para o restante da rede.

Para entender melhor as soluções da Goomer para franquias, entre em contato com nosso time de consultores.

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